nº 2585
« Voltar | Imprimir |  21 a 27 de julho de 2008
 

Agravo Regimental no Agravo de Instrumento - Constitucional - Recurso Extraordinário interposto pela alínea b. Cabimento. Agravo não provido. 1 - Recurso interposto com fundamento na alínea b do inciso III do art. 102 da Constituição do Brasil, hipótese em que se revela imprescindível, para sua admissão, a existência de declaração formal de inconstitucionalidade de tratado ou lei federal pelo Plenário ou Órgão Especial do Tribunal. 2 - Agravo Regimental a que se nega provimento (STF - 2ª T.; AgR no AI nº 662.512-5-RJ; Rel. Min. Eros Grau; j. 27/11/2007; v.u.).

 

  ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos estes Autos,

Acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Sr. Ministro Cezar Peluso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Agravo.

Brasília, 27 de novembro de 2007

Eros Grau
Relator

  RELATÓRIO

O Sr. Ministro Eros Grau: neguei provimento ao Agravo de Instrumento nos seguintes termos:

“Decisão: 1 - Trata-se de Agravo de Instrumento esgrimido contra decisão que negou seguimento a Recurso Extraordinário interposto com fundamento na alínea b do permissivo constitucional.

2 - O Agravo não merece provimento. Considerando a interposição do Extraordinário pela alínea b do inciso III do art. 102 da CB/1988, verifico que o Recurso não preenche os requisitos necessários para a sua admissibilidade, porquanto, para sua interposição, imprescindível se faz a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo pelo Plenário ou Órgão Especial do Tribunal, consoante o disposto no art. 97 da Constituição do Brasil, o que não se verifica na espécie.

3 - Com efeito, a declaração de inconstitucionalidade do Decreto-Lei nº 70/1966 não tem a aplicação pretendida pela agravante, uma vez que declarada por órgão fracionário do Tribunal a quo, incompetente para tanto (CB/1988, art. 97).

Nego     seguimento     ao     Agravo     com

fundamento no art. 21, § 1º, do RISTF.”

A agravante traz precedentes deste Tribunal e requer que se reconsidere a decisão agravada, “dando provimento ao Agravo de Instrumento, para conhecer e prover o Recurso Extraordinário” ou “que determine a remessa dos Autos ao TRF da 2ª Região, para que declare a inconstitucionalidade do Decreto-Lei nº 70/1966 com base no art. 97 da CF” (fls. 155).

É o relatório.

  VOTO

O Sr. Ministro Eros Grau (Relator): o Recurso não merece provimento.

Considerando a interposição do Extraordinário pela alínea b do inciso III do art. 102 da CB/1988, verifico que o Recurso não preenche os requisitos necessários para a sua admissibilidade, porquanto, para a sua interposição, imprescindível se faz a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo pelo Plenário ou Órgão Especial do Tribunal, consoante o disposto no art. 97 da Constituição do Brasil, o que não se verifica na espécie.

Com efeito, a declaração de inconstitucionalidade do Decreto-Lei nº 70/1966 não tem a aplicação pretendida pela agravante, uma vez que declarada por órgão fracionário do Tribunal a quo, incompetente para tanto (CB/1988, art. 97).

Os precedentes citados pela agravante não se aplicam ao caso. No julgamento do RE nº 526.231, Relator o Ministro Carlos Britto, o Extraordinário foi interposto com fundamento no art. 102, inciso III, a, e a ofensa ao art. 97 da Constituição do Brasil estava devidamente prequestionada, fato que a ora agravante deixou passar ao largo neste processo.

Nego provimento ao Agravo Regimental.

 
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