XLIII    2 a 8/4/01    AASP  nº  2205

                                                                                                        

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Editorial

CONVERSAS SECRETAS

A pretexto de combater a corrupção, defender o patrimônio público e acabar com a impunidade, alguns membros do Ministério Público auto-proclamaram-se integrantes d’uma "falange" e assim se consideram investidos de superpoderes, lançando contra todos os que se lhes oponham a pecha de "representantes das trevas", numa perigosa tentativa de reedição de métodos medievais para apuração de faltas e aplicação de penalidades.

A recente reunião "reservada" entre três membros do Ministério Público Federal e um Senador da República; sua gravação por um dos Procuradores, com divulgação de seu teor por órgão de mídia impressa; a notícia de destruição das fitas; e os depoimentos dos três Procuradores à Comissão de Ética do Senado Federal, são fatos que devem levar a uma reflexão sobre os imprescindíveis limites de atuação do Ministério Público, sem o quê, ao contrário de segurança, moralidade, ética e justiça, ter-se-á o império do arbítrio.

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