XLIII    2 a 8/7/01    AASP  nº  2218

                                                                                                        

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Editorial

O DEVIDO PROCESSO LEGAL EM TEMPOS DE RACIONAMENTO

A AASP acompanha, com preocupação, as repercussões do racionamento de energia sobre o funcionamento do Poder Judiciário, sobre as garantias que integram o devido processo legal e, assim, sobre a qualidade da prestação jurisdicional. Em particular, a AASP volta sua atenção para as conseqüências desse difícil momento da vida nacional sobre os direitos e prerrogativas dos advogados, como sujeitos indispensáveis à administração da justiça, que prestam serviço público e exercem função social.

Estruturalmente falando, é preciso resistir à idéia de que a redução do horário de funcionamento - quer do atendimento ao público, quer do trabalho interno - acarretará um agravamento da já crônica morosidade da Justiça. Não que isso não possa ocorrer; se já se aceita que o racionamento terá efeitos nocivos sobre a economia, é difícil supor que não trará malefícios para outros setores, como o da administração da justiça.

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